2 vidas

Pode ser como uma rejeição mas também pode ser como um abraço que dura a noite inteira. É o nó na garganta ou o sorriso bobo. A incapacidade ou a realização. Um não-entendimento mas também o reconhecimento. É a realidade ou o realismo fantástico. É um livro mal escrito, um filme ruim, ou um livro tão bom que nunca vai virar um filme razoável que seja porque dependia da forma para existir. Um pacote de amendoins como almoço, uma barrinha de cereais, ou isso mais uma conversa ao telefone ou uma visita de sobremesa. É um red bull ou duas doses de velho barreiro seguidas de dois copos de cerveja e cigarro solto. O dito ou o não-dito, o subentendido, a melhor seleção de mensagens subliminares. É o pleonasmo mas pode ser metáfora, metalinguagem. A foto pousada ou o contexto histórico, o discurso. Um post de Facebook ou uma conversa profunda. É o sexo ou o sexo com beijo. É como a cabeça dos nossos pais mas pode ser também as dos filhos dos filhos. O conformismo ou o mais romântico nível de socialismo possível ou impossível. A distopia barata ou a utopia rara. É como estar sem conseguir dormir por qualquer outro motivo ou pelo único motivo aceitável. É não saber se tem crédito no bilhete ou ter passe livre. É pagar caro pra ver um filme ruim ou ver qualquer filme pagando pouco. É o MASP em qualquer outro dia da semana ou às terças, os descontos em comida. A vontade ou a saciedade. É uma porta fechada ou um portão fechado às cinco da tarde enquanto as farmácias esperam. Agonia ou alívio. É um texto de cartão de aniversário ou um apagado de propósito para que não saia igual duas vezes. A indústria cultural mas pode ser a Fábrica. É maionese com milho e purê de batatas ou um prato de rúcula com manga e queijo e um ovinho com cebola frito na margarina porque óleo não basta à frigideira surrada. A frase pronta ou a ordem que as palavras nunca viu ninguém. O erro ou o erro proposital. É o parágrafo seco mesmo que inacabado ou o romance completo com margem à interpretação. É o vazio infinito ou o espelho. A falta de perspectiva ou a escolha. Um calhamaço que pouco ou nada diz ou uma frase que sintetiza o mundo. É nada ou tudo, inclusive nada. É um período de cinco anos, mas pode muito bem ser dez, vinte, trinta.

Anúncios

Intermitente

Esses dias pensando, veja você, cheguei à conclusão inevitável de que, diante de tanto desemprego, a melhor solução é roubar. Isso, roubar. Porque tem quem repudie veementemente isso, mas na primeira oportunidade passa a enganar. E enganando toma gosto, tanto gosto que passa a enganar a si mesmo, e logo não está, de consciência limpa, enganando ninguém, apesar de estar, e opções para enganar têm de monte, toda uma sorveteria de sabores de picolés em forma de pirâmides e empreendedorismo de palco digital e coaches. Roubar é muito mais honesto e confiável. Até porque com o desemprego como está as opções além de roubar são poucas. Aliás, o subinconsciente coletivo da nação exploradora e explorada deu pra levar ao extremo a máxima de melhor pouco que nada. O tal do trabalho intermitente por exemplo que está pagando por aí até o mínimo de 140 reais ao mês. 140 reais, vejam, é tão pouco que há 20 anos já não era muito. Desque inventaram o real, arrisco, não é tão difícil ver ele quanto hoje. A não ser roubando, claro. Daí minha constatação que vinha e ia e depois ficou de vez. Porque a última vez que tinha visto uma nota de 100 foi nas mãos da caixa do banco. Aliás, várias delas. E porque o banco ali com tantas e eu com nada?

Saí de casa com o que achei mais ameaçador possível, neste caso uma faca de carne que só passou a ter novamente algum corte, já que não anda treinando com carne, pois carne não há, depois de eu acabar com a pia numa tentativa bizarra de afiação que quase me custou também o dedo. Como o banco é muito pra mim, sou novato, afinal, optei pela lotérica, que recebe com a mesma crueldade o pouco salário que conseguimos, quando conseguimos, em papéis de cobrança verdes para luz e azul para água e nos deixam, por mais manjada que seja esta estrófe coloral, no vermelho.

A ocasião faz o ladrão, sempre ouvi. E não me faltaram oportunidades, que agora me parecem muito mais fáceis e práticas, nos quatro quarteirões que separam minha casa da lotérica. Uma senhora com sacolas pesadas de compras, uma moça jovem distraída, como são os jovens, com um celular na mão e duas coleiras com seus respectivos cachorros de pelo caramelado na outra, um senhor que carregando uma televisão para dentro de certa casa deixou as portas do carro abertas com chave, celular, toca cd e tudo que se tem direito de roubar dentro de um carro, inclusive o próprio carro. Mas tal como o jogador mediano do time, que precisa na disputa de penais partir com confiança, determinado a bater no canto que treinou a semana toda, fazer o tento e garantir o bicho e a renovação do contrato por mais uma temporada, parti eu decidido a não mudar o meu plano inicial, a lotérica, o celeiro de craques da fauna tupiniquim, peixe, onça, micos, araras, até tartarugas, tá valendo, são animais simpáticos e até tive um quando criança, mesmo que não tenha durado o suficiente para guardar lembranças boas, tampouco ruins.

Pedi para a moça do caixa, a contadora de notas altas, o programa da loteca para o final de semana. Observei o ambiente, para além dos caixas e à minha volta, além de conferir, claro, que o Corinthians ia enfrentar o Botafogo fora de casa, que apesar de ter um time inferior, esse último, costuma tirar pontos dos times de cima da tabela quando em seus domínios. Se eu colocasse derrota e empate já queimava minha dobra e eu só tinha uma chance. Era tudo ou nada.

A caneta não funcionava. Mal sinal. O barbante que prendia ela à mesa era de péssima qualidade. Bom sinal. Nos bancos eles usam correntes para prender as canetas. As mesmas correntes que a gente consegue tentando assaltar um banco. Se a segurança da lotérica era tão falha a ponto de não se preocupar em proteger as canetas, tão fundamentais para o funcionamento das apostas diárias e, por conseguinte, para a retroalimentação do pequeno sistema capitalista que ali respira triunfante, porque não seria desleixada com todo o resto?

Girei a maçaneta de casa, com a aposta que fiz, sem dobra no Botafogo x Corinthians, porque o time do Corinthians, segundo um senhor que estava na fila da lotérica e que me pareceu bastante confiável, teria cinco desfalques para a partida no sábado. Botafogo na cabeça, portanto, e acabei gastando a dobra com um ABC x CRB. Os caras da Loteca sempre botam uns jogos assim de times geralmente com nome de cidade de interior do Mato Grosso ou um confronto de siglas, como era o caso, segunda, terceira, divisão a quatro, para que a gente não consiga de jeito nenhum fazer os 13 pontos, quem dirá os 14. Ah sim, obviamente não tinha todas as informações que precisava para seguir com a segunda metade do meu plano da lotérica, que envolvia meter as minhas mãos nas notas de alto valor de troca. Mas consegui bastante coisa por uma visita. Me dei por satisfeito e ainda consegui uma dica que podia me ajudar com a loteria esportiva do bom senhor da fila da lotérica. Continuava confiante do canto em que ia bater o penal, foi só uma paradinha estratégica que, me parece, ainda é permitida na regra, desque não ocorra já em cima da marca da cal.

Quando o goleiro ciscasse para o lado, bateria no outro, de modo que ele nem sairia na foto. Esse foi o plano naquela sexta-feira véspera de Botafogo x Corinthians. Botei déizão no bilhete único, o que mal dá pra ir e voltar do centro, e apresentei uma nota de 20. Essa foi a senha, sempre é, para a caixa dos dedos habilidosos dizer, vai levar o bolão da quina hoje?, todo dia tem esse maldito bolão da quina. Vou levar tudo!

Era o que eu devia ter dito e feito. Mas não levo jeito para roubar, nem para apostas esportivas, pois acaba de acabar em 3 tentos a 0 para o Corinthians, com desfalques e tudo, mesmo fora de casa, definitivamente eu preciso parar de confiar no Botafogo. Vendi esse texto para o autor que agora o assina, seja lá quem ele for, pela quantidade de reais-hora equivalentes ao tempo que gastei escrevendo em conformidade com a nova e abençoada, né, e moderna regra trabalhista. O que me garante ao menos uma nova chance de ir à lotérica, ver se tenho mais sorte dessa vez.

O discurso e o microconto

Em linguística, a análise do discurso é feita com base no contexto histórico, político, social etc. em que o texto foi escrito. Assim, é possível se chegar ou aproximar da intenção com que o texto foi escrito/falado. Uma mesma frase que atravessa séculos, fronteiras e culturas diferentes pode facilmente ter diversos significados. O contexto é algo bastante presente nas nossas discussões diárias e na nossa tentativa de compreensão da língua, tão maravilhosa e complexa ao mesmo tempo. “A solução mais fácil era botar o Michel”, quando durante uma partida de futebol, podia se referir a uma mudança tática, por exemplo. Fim do parágrafo mais acadêmico.

Daí que outro dia vi a seguinte frase na timeline do Facebook: “Vou dormir, antes que eu sinta fome”. O contexto em que isso foi colocado eu não sei exatamente. Chuto que tenha sido algo sobre tentar emagrecer ou por preguiça de cozinhar. Tinha um ‘rs’ depois, algo assim, e na nossa sociedade atual sabemos que isso foi uma forma de facilitar a compreensão de ironias rs. O meu contexto, de outro lado, era (já faz umas duas semanas) de alguém que tinha estudado recentemente sobre microcontos. Logo, mesmo sem a aparente intenção, julguei que o autor tinha feito um excelente microconto (gênero no qual, como o nome diz, as palavras são poucas, e por isso mais margem para o não-dito e à interpretação). “Vou dormir, antes que eu sinta fome”.

Passe Livre

Não, senhor, eu não sou estudante. Já fui. Escola pública, sim, senhor, faculdade particular. Sabe como é. Mas não sou mais. E aí, posso passar por baixo?

O senhor me conhece, sou trabalhador. Quer dizer, já trabalhei muito. Tô dando um tempo. Disponível no mercado de trabalho. Sabe como é.

E aí, posso passar?

Chama o prefeito, o governador, quem for. Quem tiver que chamar.

Já que o motô tá de cara feia, deixa eu passar logo e vamos acabar com isso. Que me diz?

Não, senhor, tô indo ver emprego nenhum. Já viu alguém procurar emprego de sábado?

Deixa eu passar?

E pobre não pode se divertir, não pode namorar? Só pode passar se for pra procurar emprego ou estudar? Todo mundo tem direito de ser feliz! Tá escrito em algum lugar. Hei de estar! Posso passar por baixo?

Olha aqui, eu tenho essa bala no bolso. Tá faltando duas, mas eu vendo mais barato. DESCULPE ATRAPALHAR A VIAGEM DE VOCÊS… Que que há? Não posso trabalhar? Calma, motô, eu desço logo. Vou chegar num entendimento aqui. Não é, meu senhor cobrador? Vamos, homem… deixa eu passar!

Tô indo ver minha nega, mora lá pro Itaim, longe demais, 3 e 50 demais. Imagine só, meu senhor, faz as contas aí.

Eu já fiz. Sabe quanto custa só pra gente se vê, sem casquinha, sem cinema, só sofá e TV? É 5 e 45 pra ir, mais 5 e 45 pra voltar. Vamos lá, homem. São 10 e 90 o dia. Imagina isso num mês!

O quê? Não, não, não e não, meu senhor. Eu não posso namorar alguém daqui.

Não e não, mulher não é tudo igual. Ainda mais ela. Cê tem que ver! Se conhecesse ela, nem tava fazendo esse jogo duro. Nem o motô. Juro que depois convido vocês pro casamento. E TODOS OS PASSAGEIROS PRESENTES! DESCULPE ATRAPALHAR DE NOVO.

Cêis vão acabar com a felicidade no mundo!

Ok, ok, se felicidade não é direito meu, e aquele negócio de ir e vir? Quero meus direitos!

Pode deixar, que lá no trem eu me viro. Hoje tá sem trem, é Paese, e nem precisa mostrar papel nenhum pra subir no ônibus, que eu sei. Também, né, o pessoal paga pra ir naquele trem bonito, com ar condicionado, e ganha em troca um papel e um ônibus lotado, sujo e quente? Não tem quem guente. A não ser eu, é claro, porque o amor é maior. Até parece uma palavra com a outra. Amor, maior, maior que o amor não tem. Só mesmo essa passagem. Tá caro demais, hein, tá louco!

O cobrador bateu o pé, o motô também – no freio. Antes de eu descer, o motô disse que se eu não tava satisfeito com o preço da passagem era pra eu protestar. Respondi que pra ir protestar, ele ia ter que me arranjar uma carona. Ele fechou a porta no meu calcanhar e deu carona pro meu chinelo.

Cê tem brochoves?

Há muito mais entre o céu e a terra do que o homem paulistano pode imaginar. Mas nada disso é chuva, então não nos serve.

Faz séculos que não chove. Na última vez, ela veio com tanta força, a chuva, que… tava na cara, demoraria a voltar. Cuspiram bolas de gelo do céu, direto em nossas cabeças. Me fez lembrar quando tinha uns 10 anos e já era chato: “nevou ontem, nevou sim, pergunta pro meu pai”, eles me falavam, enquanto eu insistia que em São Paulo não neva coisa ninhuma!

Na última quarta-feira, vi naquelas tevezinhas que instalam no ônibus que a Cantareira chegou a 20% da capacidade. Sabe… se for verdade, é como se você pedisse um copo d’água pra alguém e só te trouxessem um dedo ou dois – de água, claro. “Tava com sede tamém, bebi no caminho, foi mal”. Busca mais, então, carai!

Continuar lendo “Cê tem brochoves?”

Quase nove

Faz uns 8 anos – é, nossa, oito anos. Três caras que haviam repetido de ano, todos por motivos diferentes, mas estavam ali, imaginando como seria viver dois anos seguidos como se fossem um só – um dos caras já sabia como era. Sentou à frente, tinha cabelos a cortar e quase nenhuma barba. Os outros dois também não tinham, quase ninguém tinha barba naquela época, nem os repetentes. O cara se sentou à frente, quase na primeira carteira, acho que foi na segunda. O segundo cara se sentou ao fundo, no meio, e, incentivado por outros caras com quem fez alguma amizade, começou a provocar o cara lá da frente, de infantis olhos verdes, óculos e sorriso babaca. “Harry pooootter, pooootter”, a semelhança era lembrada e ecoava na sala. “Hey, cara, chega aí”, e, no mesmo dia, já voltaram conversando – a passos rápidos, já que o segundo cara tinha 15 minutos para chegar em casa, almoçar, se trocar e ir pro emprego, no centro – sobre vídeo-games. O terceiro cara se juntou aos dois primeiros, uma, ou duas, semanas depois. Repetente também, como adiantei. É, isso junta as pessoas.

A mãe do primeiro expulsou os outros dois algumas vezes, mas eles continuavam indo lá, na casa dele – não tinham muitos lugares pra ir. Eles arrumavam uma garrafa de refri vazia, às vezes, enchiam ela até quase a metade de água, o resto de pinga e suco em pó; e saiam por aí, contando os segundos que cada um mantinha a mistura virada, escorrendo o líquido pela garganta. Jogavam uns jogos de tabuleiros que causariam vergonha a qualquer um com o mínimo de bom senso, faziam alguns poucos planos…

O segundo cara tinha medo de não ter amigos pra vida inteira, então decidiu que os outros dois seriam esses caras.

E eles estavam lá, juntos, quando o segundo bebeu pra caralho e o terceiro teve o pescoço violentamente chupado por uma gordinha bastante simpática. O segundo correu com a calça do terceiro, que a tinha tirado para entrar na piscina, pela rua – duas ou três da manhã -, girou acima da cabeça e a atacou por cima do muro, na mesma piscina.

Noutro dia, o segundo bebeu pra caralho – é, de novo – e tarou a gerente da lanchonete que o terceiro trabalhou, enquanto o primeiro vomitava na pia cheia de louça… Linguiça e vinho! Combinação que sempre resultou em comida espalhada pelo chão…

Eles compartilharam empregos ruins… como quando o primeiro e o segundo iam pro centro de cabeça raspada – pra sorte deles, não trombaram nenhum punk nessa época.

O terceiro cantava – e os outros dois olhavam, desapontados. E os outros dois jogavam futebol no vídeo-game, enquanto o terceiro olhava, desolado.

Eles falavam dos poucos amores que tiveram e comiam pastel na feira. E quando eles acharam sobras de pastel doce embaladas em cima dum saco de lixo na rua, levaram para a escola e ofereceram para os outros e comeram também – tinha açúcar e canela. Acharam aquilo entre o intervalo de uma corrida – e o terceiro sempre era o mais rápido – e uma mijada no carpete da loja de tapeçaria (?).

Que os filhos de cada um deles conheçam os outros dois…

Vai comprar isso? – de Murillo Magaroti

A livraria estava lotada e entramos nela por acaso. Homens, mulheres, adolescentes, crianças… sentados por todos os cantos, em pé, esgueirados, bebendo café. Fedia a arrogância. Alguns só estavam confusos, como nós. Me senti enojado por fazer parte da multidão que lota lugares como aqueles, com livros num preço médio de 50 pratas, e esvazia sebos por toda a cidade – deve ser por que eles não têm café.

O café é como a cultura que eles tanto almejam tragar… ali, fácil, expresso… eles sentados ou se esgueirando, sozinhos ou na multidão. Eles tomam um gole bem grande duma vez, olham para cima e depois pros lados e depois pra baixo e se sentem muito bem.

“Eu só me lembro de todos aqueles livros e coisas para comprar… e de você!”, ela me disse. Como eu disse, estávamos ali por puro engano.

Algumas moças de pouca e muita idade manuseavam livros de todas as cores, prestavam atenção naqueles amontoados de letras, já seguravam as obras abertas quase na metade…. se fosse em uma banca de jornais, o jornaleiro já teria tomado os livros de suas mãos. “Vai comprar isso?”. Não as culpo, os livros que elas seguravam custavam 25, 40, 62 e 37 reais, respectivamente, e você levaria todos eles por 20 pratas em outro lugar da cidade. Mas lá eles não têm café – e gente. Não digo que não quero estar com eles, um dia, ou melhor, nas mãos deles, mas quero meus livros sendo vendidos nos sebos também, quero meus livros despejados nas ruas, sendo vendidos pelos moradores delas, os quero na banca de jornais, onde o jornaleiro fica puto quando alguém fica lendo algo em vez de pagar e levar pra ler em casa.

Ela não achou o livro que passou a procurar depois que nos vimos ali, perdidos, e, como essa procura era nosso único propósito, demos o fora dali.

Perguntei se ela estava com fome, e ela fez que sim com a cabeça. Comemos batata frita e sorvete e tomamos cerveja e fomos pra casa. Ela ainda queria o livro; eu ainda tinha que terminar os meus.