Infância

Coloquei, lado a lado, uma foto dela e uma minha. Eu, criança; ela, mulher feita, muito bem feita. Imaginei esta última embalando nos braços – a vácuo – o eu primeiro. Este tatearia – com a boca – toda ela, porque “leite humano é essencial para humanos”, principalmente crianças, assim como o leite de cabra dá um bom queijo – me disseram.

É doido pensar que todos fomos crianças. E aquelas fotografias – minhas e delas e suas – nos mostram tão como-a-gente-era-de-verdade. Na dela, é uma moça confiante, que sabeoquêquer, mas eu a conheço, conheço suas fraquezas… gosto que as compartilhe comigo. Numa foto dela ainda criança, porque um dia já foi também, ela sorri enquanto pula na cama da mãe, como se o mundo fosse só isso, vejam só! Assim como eu devo ter também uma fotografia de velho, porque já sou e um dia serei mais ainda, em que eu tento passar confiança. Olhem, sou alguém a quem se pode confiar um trabalho – ou filha -, não sou desses que passa as tardes a pular na cama desesperadamente, rindo da cara da responsabilidade… Como se ela fosse sua mãe te chamando para tomar banho. “E lave bem as orelhas!”

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