Ganhando ou perdendo… – de Murillo Magaroti

Já pressentia isso há rodadas e já me via escrevendo isto, mas comecei este texto após outro empate com um carioca, o Flamengo. Decidi escrever porque acredito que esse Palmeiras, campeão da Copa do Brasil com gol do já folclórico para mim Betinho, merece. O Palmeiras mostrou que é grande nesses últimos e agonizantes jogos. E a torcida mostrou mais uma vez, lá em Volta Redonda, que canta e vibra, mesmo que a defesa não seja daquelas que ninguém passa.

O Palestra, de três academias, não tem um elenco dos melhores. Tanto que tivemos que criar um mito no Couto Pereira para levar a DÉCIMA taça nacional: o já citado, Betinho. É um bom time, vai. Temos um pirata que se estivesse em outro barco, talvez o das Laranjeiras, terminaria o torneio com 30 tentos, no mínimo. O que ocorreu foi o que os deuses do futebol escreveram, e, no que se refere ao folclore futebolístico, eu deixo todo meu ceticismo de lado. Uma bola que toca as duas traves e sai; um gol de bico, de mão, de barriga… isso tudo tá escrito, não tem como mudar. E o destino quis que, dez anos depois, meu Palmeiras caísse para a série B novamente (na verdade nem caiu AINDA, o jogo da Lusa não terminou).

Quem diria… e escreverei isso em maiúsculo: A GLOBO TRANSMITIU TRÊS JOGOS NOSSOS SEGUIDOS! Pois é, chamaram até o Galvão, que desta última não veio, porque acompanhou o que seria mas não foi o tri do Vettel.

Num país de duas grandes nações que se dizem vítimas dos ‘antis’, o que vi foi um conglomerado torcendo contra o Maior de Todos, quase que ejaculando em cada tento contra. Tudo bem, a ‘gozação’ faz parte disso que eu amo, desse jogo que nós muitos respiramos. Virando o jogo, mudando um pouco de assunto, o que é o futebol, ham? Uma bola e 22 homens, sem contar os reservas e o pessoal da arbitragem – Filho da pu** -. E mesmo assim o coração dispara como o velocímetro da Red Bull do quase tri Vettel: de 0 a 100 em 3 segundos – e, numa curva, ou bola, ou bola com curva mais fechada na área, ele volta a 0, e vai a 100 de novo, e sai pela boca para o guard rail, ou para a lateral.

Bom, são 90 minutos. Todos rezam antes, mas, como deus não existe, muitas vezes temos um vencedor – e, por conseguinte, um perdedor. Aliás, como muitos gostam de dizer sobre o futebol, a grande maioria perde. Gosto e gostei de ver a raça da nossa esquadra. Gostei de ver até mesmo o choro dos torcedores – se não tem lágrima, não tem amor. De minha parte, confesso aqui, para quem ainda não sabe, chorei por esse time, tirando as alegrias, apenas contra o time de um certo Román. Mas, como eu mesmo disse antes daquela final “já tiramos os gambás, podemos até perder agora”.

Parabéns à Sociedade Esportiva Palmeiras pelo título da Copa do Brasil deste ano e por cair de cabeça em pé. Na sabedoria popular: “às vezes é preciso dar um passo atrás para dar dois em frente”. Você é grande, meu Palestra. Será para a minha e tantas outras gerações o Campeão do Século. Posso levar essa certeza para o túmulo (a menos que eu decida ser o próximo Niemeyer). Na primeira, segunda ou terceira, obrigado por existir.

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