De Túlio a Seedorf, e voltando a Garrincha – de Murillo Magaroti

Talvez você já saiba dessa história – me conhecendo ou não. De moleque, eu era botafoguense. O primeiro jogo que acompanhei (pela tv) foi Botafogo x Santos. Final do brasileiro de 95, se não me engano. O Botafogo tinha o Túlio Maravilha, aquele que tomou para si o apelido de outro lendário, Dadá, que roubou do folclórico, Fio. Aliás, “Túlio Maravilha, nós gostamos de você/ Túlio Maravilha, faz mais um pra gente ver” me parece muito mais musical. Eu em lembro ainda do zagueiro Gottardo, e, do Santos, acho que o Giovanni fazia parte do time. Pra mim, só havia um jogador em campo. Nem me lembro do Botafogo campeão. Pois bem, virei botafoguense, contrariando a vontade da família do meu pai, corintiana, e a da minha mãe, palmeirense. No final das contas, tenho uma foto dessa época com a camisa do Corinthians, uma com a camisa do Palmeiras, e nenhuma com a do Botafogo. Depois de descobrir que o Botafogo era do Rio, eu pensei “não posso torcer pra um time do Rio, nunca irei lá, é muito perigoso”, ou talvez eu tenha pensado apenas “carai, como vou torcer pra um time que joga tão longe de mim? Vou torcer pro Palmeiras, vai. Timaço da Parmalat que dava gosto de ver. Último bicampeão brasileiro. Verde” – sempre gostei de verde.

Depois de ver os lances do Garrincha, principalmente os da copa de 62, e de ter lido algumas crônicas sobre, me encantei ainda mais por esse time de estrela solitária – só no escudo mesmo.   E agora, chega uma nova estrela, Seedorf. Aquele que estava em todos os times das master ligas de todos os garotos viciados em Winning Eleven, que veio a se tornar Pro Evolution Soccer, por algum motivo. Ele estava lá, ao lado de Davids (e seus óculos de lentes alaranjadas). Phillip Cocu completava o meio campo da Holanda. Na frente, Overmars, Zenden e Kluirvert – ou Bergkamp. Os mais viciados talvez dirão que Seedorf não estava nesse time. Sei lá, escrevendo isso fiquei em dúvida. Bom motivo pra voltar a jogar o WE 4. E Seedorf, sem dúvida, é um bom motivo para que os cronistas esportivos deixem de lado o Santos de Neymar e o Barcelona de Messi e dediquem todos os seus minutos escrevendo sobre o Botafogo d’ Ele. Ele nem estreou, mas já “ninguém cala   esse nosso amooôr  e é por isso que eu canto assim  é por ti, FogÔ”.

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